top of page

SETEMBRO AMARELO: Se Precisar, Peça Ajuda

Atualizado: 14 de set. de 2023

Olá, este texto tem a finalidade de transmitir informações importantes sobre a campanha Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.

Imagem oficial da campanha Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.
FONTE: https://www.setembroamarelo.com

A campanha Setembro Amarelo é uma iniciativa criada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).


Desde a sua criação, recebe apoio e parceria de diferentes esferas da saúde, com a participação de profissionais como médicos, enfermeiros e psicólogos que participam da execução de ações por todo o território brasileiro.


O objetivo da campanha é informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade em relação a uma questão de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.


Na página oficial da campanha,  o suicídio é apontado como uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade.

De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Inclui-se o fato de que praticamente todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento adequado e informações de qualidade.


Nos cinco anos em que trabalhei diretamente com esses pacientes e seus familiares, compreendi o que seria um tratamento adequado nestes casos, é um trabalho para se fazer em equipe!


Quando se fala de saúde mental, existe todo um trabalho multiprofissional para acompanhar as pessoas em grave sofrimento. Além de ajuste apropriado das medicações, o acompanhamento envolve psicoterapia, plano terapêutico individual e apoio da família.
Temos que acompanhar a pessoa de forma global, compreender as limitações, as potencialidades, os comportamentos que envolvem o risco dela tirar a própria vida e as ações que previnem esses comportamentos ou ideações.

Dito isto, gostaria de esclarecer que, embora a campanha Setembro Amarelo tenha ganhado popularidade e seja ótima para reduzir o estigma associado à saúde mental e ao suicídio, encorajando as pessoas a procurar ajuda sem medo de julgamento, o tratamento se faz com profissionais capacitados para tal situação.


Se você conhece ou está vivenciando essa dura realidade, tendo ideias ou elaborando planos para tirar a vida, gostaria de orientar sobre os serviços disponíveis.


O primeiro passo é pedir ajuda, você ou a pessoa que você conhece só chegou a este ponto por acreditar que ninguém poderia ajudar, mas não é verdade. Você pode consultar um psiquiatra e iniciar a psicoterapia ou buscar um serviço especializado em saúde mental da sua cidade.

Em muitas cidades do Brasil já existem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o II (TM) para adultos que sofrem de transtornos mentais, o AD para pessoas com dependência em álcool e/ou drogas, e o Infantil/juvenil que atende crianças e adolescentes com transtornos mentais ou com dependências de álcool e/ou drogas.


Outro serviço que você pode recorrer seria o Centro de Valorização da Vida (CVV), ele oferece apoio emocional e algumas ferramentas que auxiliam na prevenção ao suicídio. É possível entrar em contato por telefone 188, por chat ou e-mail.


ATENÇÃO: Abrir Direct de Instagram não é um dos serviços disponíveis!

ree

Aqui coloco uma campanha pessoal a respeito do Setembro Amarelo. Nas redes sociais muitas pessoas de bom coração se prontificam a conversar com seus amigos seguidores caso estejam pensando em tirar a própria vida.

Porém existe um conceito que gostaria de trabalhar a respeito. Quando alguém está vulnerável desta maneira, esta pessoa precisa de uma escuta qualificada e, neste caso, ela é um instrumento de acolhimento que envolve todo um conhecimento sobre o assunto.

Outra questão é, talvez a pessoa que se prontifique assim não esteja preparada para o que vai escutar e, por isso, pode não "dar conta" das informações que recebe. A pessoa ouvinte pode causar sofrimento a si mesma caso não esteja preparada.


Então como você pode ajudar?

  • Se informe sobre o tema, em como identificar situações de risco, não banalize a temática e evite julgamentos a respeito daquilo que você não vivencia.


  • Você pode ajudar a divulgar os materiais da campanha, isso faz com que o estigma diminua e as informações cheguem a tempo para as pessoas que precisam.


  • Se for alguém próximo, você pode se oferecer para acompanhar a pessoa no tratamento, ir com ela ao psiquiatra e levá-la ao psicólogo, ou a um serviço específico de saúde.

Para finalizar este artigo, o Setembro Amarelo é uma oportunidade essencial para sensibilizar e apoiar aqueles que enfrentam desafios relacionados à saúde mental e ao suicídio. Ao promover a compreensão, o tratamento adequado e a empatia, podemos avançar em direção a um futuro onde a prevenção do suicídio seja mais alcançável. Que este mês nos lembre de que a vida é preciosa e que buscar ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza.

E aí, gostou do artigo?

Se precisar de ajuda ou quer mais informações, me procure no chat.

Ficarei disponível para responder.


por Letícia de Andrade Rodrigues

Psicóloga Clínica

CRP 08/19065

 
 
 

Comentários


© 2023 Letícia de Andrade Rodrigues. Todos os direitos reservados

bottom of page